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quinta-feira, 1 de junho de 2017

Doramas: O que é isso?

(SweetKissesDrama/Reprodução) 

Os Doramas ou Dramas são novelas ou seriados orientais. Em todo o continente asiático são produzidos esses programas para a televisão e algumas webséries dos mais variados gêneros. Se compararmos Dramas com as novelas brasileiras veremos que há uma enorme distinção entre elas e o mesmo vale em deferência aos seriados americanos.
Vamos à lista:
- Cada episódio perdura entre 60 há 65 minutos;
- Não possuem temporadas, tem início meio e fim dentro de uma sequência entre 12, 16 ou 24 episódios;
- Em casos muito raros os Dramas produzidos para televisão têm mais de 60 episódios (mas é muito raro mesmo);
- As tramas e enredos são absurdamente variadas e não seguem um estilo esquemático;
- Não são apresentados todos os dias, alguns doramas passam duas vezes na semana e outros apenas uma vez;
- Os homens se cuidam tanto quanto as mulheres, usam cremes, vão ao salão fazer o cabelo e se emocionam muito (bem diferente da cultura do “homem não chora” que aos poucos está sendo modificada no Brasil);
- A mulher não é sexualizada como vemos na cultura latino-americana, mas ela é quase sempre vista como o sexo frágil e tem um príncipe encantado para protegê-la;
- Há diferenças de estilos entre os K-dramas, Tw-dramas, C-dramas, J-dramas e Lakorns.

Agora você deve estar se perguntando o que são todos esses nomes estranhos, calma que já te explico tudo!

Os K-dramas, Korean Dramas ou, mais popularmente no Brasil, Doramas Coreanos são as séries produzidas na Coréia do Sul. As estórias são construídas sobre diversos gêneros e tem um conteúdo mais sútil, mostra claramente que a cultura coreana é mais conservadora. Os romances, por exemplo, são mais infantilizados, há pouca ou nenhuma insinuação de relações que vão além de abraços, mãos dadas e beijos fofos, mas é esse contexto puro que rouba o coração dos espectadores. Além dos romances fofinhos se tem muitas histórias nas quais reina o melodrama e a tragédia, em outras palavras, alguns dramas são “de cortar os pulsos”.
 
(MyDramaList/Reprodução) Playful Kiss


O Tw-dramas ou Doramas Taiwaneses, são as séries ou novelas produzidas em Taiwan. São um tanto mais liberais em tese de relações interpessoais que os coreanos, mas não chega nem perto do que estamos habituados a assistir no Brasil. Há quem diga que são muito semelhantes às novelas mexicanas, sempre apelam para finais felizes, sendo pouco realistas e ocorrendo até mesmo de se optar por atender aos desejos do público. O sentimentalismo não é superficial nesses dramas então pode aguardar por cenas mais emocionantes e picantes.
 
(MeteorDramas/Rprodução) Skip Beat

C-dramas, Chinese dramas ou Doramas Chineses são as séries televisivas produzidas na China. Em sua grande maioria são dramas históricos, tendendo a ter uma maior quantidade de episódios (em média 30 episódios por dorama) e sem focar tanto na ideia de final feliz, uma vez que optam por serem fieis aos contextos históricos das personagens. Resumindo, a boa maioria dos doramas chineses é uma tragédia que vai te fazer chorar litros, mas é muito educativo!

(MyDramaList/Reprodução) Medical Examiner Dr. Qin


J-dramas, Japanese Dramas ou Doramas Japoneses (em alguns casos ainda são chamados de Live-Actions, pois são adaptações de animes e mangás) são produzidos no Japão. Possuem uma duração mais curta, pois são transmitidos de acordo com as estações do ano nas quais um episódio é lançado por semana, em média 12 episódios por dorama. São comprometidos com a realidade, ou seja, não há garantias de finais felizes. Os japoneses adoram dramas do gênero mistério e suspense, por isso nesses gêneros eles desbancam os outros países asiáticos com produções muito bem desenvolvidas, mas tendem a ser caricatos quando os dramas são baseados em animes.

(DramaWiki/Reprodução) Yamato Nadeshiko Shichi Henge


Lakorns, Thai-dramas ou Doramas Tailandeses são aqueles produzidos na Tailândia. Quanto à duração, são similares aos J-dramas variando entre 12 e 14 episódios, equivalente a três meses de exibição nas telinhas. São réplicas do estilo mexicano com personagens vingativas, muita excentricidade e clichês. Perdem muito em termos de qualidade com relação as produções coreanas e japonesas, mas as histórias ainda conseguem ser criativas e aos poucos vem ganhando mais presença entre os dorameiros* em torno do mundo. Os enredos são únicos e muitos deles englobam a máfia como temática!

(Itazura na Kiss/Reprodução) Kiss Me


Quanto aos gêneros encontramos doramas de romance, ação, investigação, suspense, ficção científica, fantasia, sobrenatural, comédia, melodrama e viagem no tempo (acabou virando gênero, pois se tornou comum em muitas histórias).

*Dorameiros ou Doramáticos são os amantes ou viciados em Doramas.


Marina Klein Telles, acadêmica de 1º semestre de Jornalismo da Universidade Feevale

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Feira Medieval: uma volta ao passado

Você já deve ter visto alguns filmes baseados na época medieval, como “D’Artagnan e os Três Mosqueteiros”, lançado em 1993, ou Robin Hood, lançado em 1991. Já no século XXI, a obra que tem ganhado cada vez mais adeptos é a série da HBO “Game Of Thrones”, lançada em 17 de abril de 2011, que já está se preparando para a sétima temporada. Vai dizer que você nunca se imaginou usando um traje daqueles e empunhando uma espada?

O tempo foi passando e outros filmes com essas características foram lançados. Você já deve ter ouvido falar que aquele glamour de usar belos e longos vestidos compridos, usados na Idade Média, não era nada agradável -  as roupas eram pesadas e arrastavam na lama. Mas nada abala a admiração de algumas pessoas por aquela época em que ser plebeu, vendo com os olhos de hoje, era até bonito (pelos trajes). Sem contar a adrenalina de ver uma luta com espadas, arco e flecha, fugas pela floresta, lutas pelo poder e até por amores impossíveis.

Mas nessa correria do dia a dia que estamos vivendo, dar uma escapadinha do mundo real e viajar um pouco no mundo paralelo de “contos de fadas e de heróis guerreiros”, pode ser uma alternativa de lazer, como a Feira Medieval. No evento, acontecem exposições de artesanato, atrações artísticas como danças típicas, música, teatro, palestras sobre culinária medieval, desfiles com trajes típicos, mostra de armas medievais e shows.



Algumas atrações presentes na Feira
Foto: Patricia Klein

Engana-se quem pensa que o evento é direcionado apenas aos jovens. O público costuma ser variado, e proporciona uma volta ao passado para pessoas de todas as idades. Para o público adulto, por exemplo, é possível experimentar bebidas artesanais, para as criança, o teatro com bonecos chama a atenção.

No Rio Grande do Sul o grande responsável por organizar a Feira Medieval é o Bando Celta, criado em 2013. Após muitos shows, segundo o integrante do Bando, Renato Velho (vocal, violão, mandola e banjo), a inspiração de fazer uma feira medieval veio de um evento semelhante em São Paulo. Hoje o Bando Celta não é só uma banda de músicas celtas, mas uma Companhia Artística e Produtora de Eventos.
Bando Celta
Foto Patricia Klein


Uma dessas edições da feira aconteceu pela primeira vez em São Leopoldo no Museu do Trem, no mês de maio, dentro da programação do Aldeia SESC, chegando a um público de cinco mil pessoas de acordo com os organizadores do evento.O Projeto Aldeia Sesc ocorre em todo Brasil e no RS em quatro municípios São Leopoldo (a mais antiga), Santa Maria, Caxias do Sul e Santa Rosa, onde durante cinco dias ocorrem ações culturais, descentralizadas, nas diferentes linguagens (música, artes visuais, exposições, teatro, circo, dança...). “Após a convite do Grupo fui a Vila Flores/POA conhecer a Feira Medieval. Participei de algumas atividades da programação e fiquei encantada com o envolvimento dos artistas e comunidade. A partir daí construímos uma parceria e possibilidade de realização da Feira como uma atividade cultural da programação do Aldeia Sesc”, afirma Andrea Guedes – Gerente do Sesc São Leopoldo.

Andrea Zucolotto
Foto: Patricia Klein
Nesta primeira edição da Feira Medieval em São Leopoldo, também houve os que pela primeira vez  participaram de uma feira expondo seu trabalho, como artesã Andrea Zucolotto, que pela curiosidade em saber como era, viu uma oportunidade de mostrar seus quadros com referências a personagens medievais.
Marcelo e Tatiana
Foto: Patricia Klein
O casal Tatiana Müller (29) e Marcelo Moura (31) que nunca tinham ido a um evento como esse, achou muito interessante. Gostaram da dança cigana, das roupas típicas e aguardavam ansiosos para ver os arqueiros.


Se você ficou curioso em saber como é participar da Feira Medieval, ou por alguma razão não pôde ir, basta curtir a página do Bando Celta no Facebook e ficar por dentro dos próximos eventos.

Bancas de artesanato para mostra e veda
Foto: Patricia Klein


Desfile de trajes típicos
Foto: Viccenzo Zang/Arquivo pessoal


Patricia Klein, acadêmica do 5° semestre de jornalismo na Universidade Feevale

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Os Países Mais Felizes do Mundo

O dia 21 de março de 2017 foi anunciado como Dia Internacional da Felicidade e a ONU (Organização das Nações Unidas) auxiliou a organizar a lista do The Word Happiness Report ranqueando os países mais felizes do mundo. 

O World Happiness Report é um ranking que mede a felicidade mundial utilizando determinados critérios. São analisados PIB per capita (a prosperidade nacional), expectativa de vida, índices de corrupção, a confiança que se tem no governo, segurança econômica, índices de violência, índices de saúde mental (casos de depressão) e as condições de liberdade, honestidade e generosidade entre os habitantes, ou seja, confiança de que se vive em uma sociedade na qual uns podem contar com os outros. 

Em 2017 o país que elencou todos esses tópicos foi a Noruega. O país nórdico possui uma educação de qualidade, bons serviços públicos de saúde e há uma constante busca por equilíbrio entre o trabalho e o lazer para obtenção e manutenção da saúde mental e física. Há ainda outros planos, que sob o jugo dos demais países o torna extraordinário, como é o caso da licença à paternidade que dura dez semanas.
Cidade de Bergen, na Noruega, eleito o país mais feliz do mundo em 2017 (VEJA/iStock)


Ficam ainda no top 10 dos países mais felizes Dinamarca (2º), Islânida (3º), Suíça (4º), Finlândia (5º), Holanda (6º), Canadá (7º), Nova Zelândia (8º), Austrália (9º) e Suécia (10º). O Brasil ficou em 22º lugar e os Estados Unidos em 14º, ambos os países perderam posições devido a discrepâncias políticas, casos de corrupção e insatisfação pública. 

A Universidade Feevale possibilita intercâmbios, e algumas das universidades estrangeiras conectadas a ela ficaram localizadas entre os 20 países mais felizes do mundo. São eles:
Dinamarca (2º): Disponível para os cursos de Computação Gráfica e Engenharias. Idiomas: Inglês.
• VIA University College.
Dinamarca (Globe Travel/Reprodução)

Finlândia (5º): Disponível para os cursos de Administração, Biomedicina, Ciências Biológicas, Ciências Contábeis, Ciência da Computação, Design, Direito, Enfermagem Engenharias, Gestão ambiental, História, Jornalismo, Letras e Medicina. Idiomas: Inglês.
• HAMK - University of Applied Sciences
• UTA - University of Tampere
Finlândia (Globe Travel/Reprodução)

Holanda (6º): Disponível para os cursos Artes Visuais, Belas Artes, Administração, Comércio Exterior, Comunicação Social e Marketing. Idiomas: Inglês e Alemão.
• Fontys - Fontys University
Holanda (RailEurope/Reprodução)

Canadá (7º): Disponível para os cursos Administração, Animação e Pesquisa Cultural, Artes Visuais, Biologia, Ciência Ambiental, Comunicação (Relações Humanas), Direito (Ciência Política, Concentração em relações Internacionais), Economia, Educação e Educação Física, Gestão de Recursos Humanos, História, Hotelaria, Marketing, Letras, Linguística, Psicologia, Teatro e Turismo. Idiomas: Inglês e Francês.
• Concordia University of Edmonton
• UQAM - Université du Québec à Montréal
Quebec (Morando no Canadá/Reprodução)

Estados Unidos (14º): Disponível para os cursos de Administração, Arquitetura, Biologia, Biomedicina, Ciência da Computação, Comércio exterior, Enfermagem, Engenharias, Letras, Psicologia e Química. Idiomas: Inglês.
• The University of New Mexico
USA (Cigarrettes in New York/Reprodução)

Alemanha (16º): Disponível para os cursos de Administração, Arquitetura, Ciências Contábeis, Ciência da Computação, Engenharias e Marketing. Idiomas: Inglês e Alemão.
• Cologne Business School
• Technische Universität Kaiserslautern
Alemanha (Globe Travel/Reprodução)

Bélgica (17º): Disponível para os cursos de Administração, Enfermagem, Nutrição, Pedagogia e Tecnologia da Informação. Idiomas: Inglês.
• UC Leuven-Limburg 
Bélgica (Rango e Trago/Reprodução)

Chile (20º): Disponível para os cursos de Administração, Arquitetura, Artes Visuais, Biomedicina, Bioquímica, Computação e Informática, Comunicação Digital e Multimídia, Comunicação Social (Jornalismo, Publicidade e Propaganda, Relações Públicas), Design, Direito, Economia, Educação Física, Enfermagem, Engenharias, Farmácia, Fisioterapia, Fotografia, Pedagogia, Pedagogia em Linguagem e Comunicação e Turismo. Idioma: Espanhol.
• UACh - Universidad Austral de Chile
• UMayor - Universidad Mayor
• Universidad Santo Tomás
• UPA - Universidad del Pacifico
Chile (Panoramio/ Reprodução)

Segundo Paula Cundari responsável pela Diretoria de Relações Internacionais da Universidade Feevale “É importante para o aluno saber que o país para onde pretende realizar o seu intercâmbio, além de encontrar uma excelente estrutura acadêmica nas universidades conveniadas, também estará em um país onde os cidadãos têm uma qualidade de vida diferenciada, que inclui um alto nível de bem-estar e felicidade. Essas experiências serão um diferencial relevante para vida pessoal, acadêmica e profissional do Intercambista”.

E você leitor? Para qual dos países mais felizes do mundo deseja ir? Quem sabe se aprendermos um pouco sobre a cultura deles não consigamos mudar a realidade do nosso país e subir no ranking. 

Marina Klein Telles, acadêmica de 1º semestre em Jornalismo na Universidade Feevale

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Cinco novas séries que merecem sua atenção em 2017


Mais um ano começa e com ele novas produções audiovisuais acabam ganhando vida. Será um ano de grandes estreias, e pensando nisso o On and Coffee selecionou 5 séries para você ficar de olho e quem sabe dar uma chance e conferir o primeiro episódio, ou até fazer uma maratona.

(A ordem não condiz necessariamente com a qualidade de cada produção)

5 – Desventuras em Série (Netflix)

As clássicas histórias fantasiosas de Lemonny Snicket (pseudônimo do escritor Daniel Handler) retornam novamente as telas, dessa vez através de uma série produzida pelo serviço de Streaming Netflix. Está é a mais nova adaptação dos livros homônimos que contam a história de três crianças que ficam sob a tutela do misterioso Conde Olaf, interpretado por Neil Patrick Harris (How I Meet Your Mother), enquanto lidam com várias situações adversas e nada confortáveis. A Netflix manteve o tom sarcástico dos livros/filme, porém com um aprofundamento mais refinado. A série já está disponível e você pode acompanhar todos os episódios da primeira temporada.

Desventuras em Série
Foto: Apaixonados por Série/Reprodução

4 – The Handmaid´s Tale (Hulu)

Desde o ano passado o Hulu vem investindo pesado em conteúdo autoral para se consolidar no time de grandes serviços de streaming ao lado da Netflix e da Amazon. Esse ano eles estão apostando em uma série baseada no livro distópico The Handmaid´s Tale, de Margaret Atwood. A trama gira em torno do mundo de Gilead, uma sociedade religiosa fundamentalista que trata as mulheres como propriedade do estado, utilizando como pretexto os fatores ecológicos e a natalidade baixa da sociedade. A atriz Elizabeth Moss (Mad Men) interpreta a personagem Offred, umas das últimas mulheres férteis que está sendo forçada a servidão sexual para cumprir o seu papel na repopulação. Outros nomes de peso no elenco são: Max Minghella (The Mindy Project), Ann Dowd (The Leftovers) e Samira Wiley (Orange Is the New Black).

Pela sinopse já dá para ter uma ideia do clima tenso e crítico da série, sem falar no roteiro assinado por Bruce Miller (The 100, In Plain Sight e Eureka). Essa não é a primeira vez que o livro é adaptado para outra plataforma. Em 1990 o filme que conta a história do clássico foi lançado com Volker Schlöndorff na direção, porém um fracasso de bilheteria na época.

Estreia: 26 de Abril de 2017.

The Handmaid´s Tale
Foto: TV Series Finale/ Reprodução

5 – American Gods

Ditado como a estreia mais ambiciosa de 2017, American Gods, adaptação de um dos mais cultuados livros do escritor britânico Neil Gaiman, se tornará realidade este ano. O canal STARZ, encomendou 10 episódios que irão ter algumas modificações em relação ao livro, trazendo um foco maior nos papéis femininos.

A série conta a história de um mundo onde deuses, humanos e criaturas mitológicas convivem juntos. Os deuses possuem força enquanto as pessoas acreditam neles e, conforme o tempo passa, novos deuses vão surgindo e os antigos precisam conviver com os novos. Neste cenário surge Shadow, um ex-presidiário que foi solto recentemente. A caminho do funeral, Shadow encontra um homem misterioso chamado Mr. Wednesday, que parece saber muito sobre a sua vida.

O responsável pela adaptação é Bryan Fuller, que dirigiu a série Hannibal e que também trabalhou em outra adaptação para esse ano, a série Star Trek: Discovery. O elenco de American Gods conta com Ian McShane (Mr. Wednesday), Ricky Whittle (Shadow Moon), Pablo Schreiber (Mad Sweeney) e Bruce Langley (Technical Boy).

Estreia: Abril de 2017.

American Gods
Foto: O Globo/Reprodução 

Big Little Lies (HBO)

Big Little Lies tem direção de Jean-Marc Vallée (Clube de Compras Dallas) e conta com nomes famosos no elenco: Nicole Kidman, Reese Witherspoon, Shailene Woodley, Adam Scott, Alexander Skarsgard e Zoë Kravitz. O roteiro é baseado no livro homônimo de Liane Moriarty que conta a história de três mães que se aproximam quando os filhos passam a estudar juntos. Suas vidas (aparentemente perfeitas) começam a se desviar e tomar rumos subversivos que provocam mudanças no relacionamento entre elas.

Estreia: 19 de Fevereiro de 2017

Big Little Lies
Foto: IndieWire/Reprodução

Star Trek: Discovery (CBS)

Não há dúvidas de que Star Trek foi uma das mais bem sucedidas sagas que a televisão apresentou até hoje e que revive no cinema seus grandes triunfos.

A nova história – que será apresentada pelo canal CBS – vai se passar dez anos antes dos eventos já conhecidos pelos fãs da série original com Capitão Kirk e sua equipe. Uma espécie de prelúdio com uma protagonista feminina interpretada por Sonequa Martin-Green (A Sasha de The Walking Dead) e com uma grande capacidade de ser um marco para os fãs e também um ótimo começo para quem não está habituado com esse universo. A ideia desse prelúdio é manter uma linha temporal independente da saga cinematográfica e sem muitas conexões com a série clássica.

Sonequa viverá a Tenente Comandante Rainsford. Ela se junta a Doug Jones (Hell Boy) como Tenente Saru; Anthony Rapp (The Knick), Michelle Yeoh (Strike Back) como a Capitã Estrelar Georgiou; e Chris Obi (Roots), que interpreta Shazad Latif.

 A série estreará no Brasil pela Netflix. Nos Estados Unidos, o piloto será exibido na TV aberta e os demais episódios serão disponibilizados pela plataforma digital da emissora.


Estreia: 1º de Março de 2017.


Star Trek Discovery
Foto: Startrek.com/Reprodução

Andrei Souza, acadêmico do 4º semestre de Jornalismo na Universidade Feevale 

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Fragmentos da Alma – Um ensaio sobre a fragilidade humana


O ensaio Fragmentos da Alma foi um dos destaques da segunda edição da Revista K
Foto: Alisson Brum
O ensaio fotográfico subaquático “Fragmentos da Alma” foi uma das matérias em destaque na segunda edição da Revista K. O projeto surgiu através da ideia de retratar às várias faces da natureza humana e foi concebido em parceria entre os acadêmicos Alisson Brum e Bruna Loebens de Comunicação Social e da acadêmica Aline Seibel do curso de Moda. O ensaio foi realizado na Universidade Feevale, no local destinado à fisioterapia aquática. 

Alisson tentou transmitir através das fotos a necessidade física do ser humano, que precisa da água para viver, mas ao mesmo tempo buscou realçar os traços mais delicados do corpo através das expressões físicas da modelo. Para conceber o ensaio o fotógrafo ele se baseou em poemas que tem como tema principal a água e a natureza humana. 

As fotos retratam a leveza e a fragilidade do corpo humano em contato com a água
Foto: Alisson Brum
Os equipamentos utilizados no ensaio para compor a imagem como a incidência correta da luz e sombra, o tecido que representa os caminhos da vida, e a gaiola, que traz beleza e também a solidez, serviram para atingir o efeito sob o corpo da modelo que exibe a fragilidade do corpo humano como se a modelo esvaísse em sono profundo.

Confira a matéria na versão online da Revista K e todas as fotos do ensaio no site. 

Andrei Souza, acadêmico do 4º semestre de Jornalismo na Universidade Feevale 

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Beatles Abbey Road – The Ultimate Tribute


Com 20 anos de palco, grupo é considerado o Beatles Official Brasil
Foto: Oxana Lerner

O Teatro Feevale recebeu no último sábado, 10 de dezembro, a banda Beatles Abbey Road – Oficial Brazil, com um espetáculo musical que relembra toda a trajetória da maior banda de todos os tempos: The Beatles. O público pode conferir um repertório que visitou desde os primeiros sucessos da banda inglesa, como “Twist and Shout”, “She Loves You” e “I Wanna Hold Your Hand”, passando também pela fase psicodélica até atingir o êxtase na fase final de “Hey Jude” e “Let it Be”.

O público do teatro vibrou, se emocionou e aplaudiu de pé a banda paulista, que recriou a atmosfera da época com seus ternos de tecido inglês, suas botas confeccionadas por Mr. Green — o mesmo artesão que fabricava para os Beatles —, pulseiras, relógios, anéis, instrumentos raros e principalmente: competência musical. A performance de palco, combinada com os trejeitos, tiques e manias dos garotos de Liverpool foram os principais responsáveis pela banda ter sido considerada na Inglaterra, por três anos consecutivos, o melhor tributo aos Beatles do mundo.

A banda revisitou as principais fases da banda inglesa
Foto: Oxana Lerner
A coleção de instrumentos utilizados pelos próprios Beatles é outro diferencial que elevou a banda aos mais altos patamares da beatlemania mundial. Os integrantes do Abbey Road realizaram o show com os mesmos instrumentos usados por John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr. Sendo mais de 20 instrumentos da época, todos originais.

A banda foi considerada na Inglaterra, por três anos consecutivos, a melhor banda Beatles do mundo
Foto: Oxana Lerner


Andrei Souza, acadêmico do 4º Semestre de Jornalismo na Universidade Feevale.


quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Um bom filme e onde habita

Após cinco longos anos sem nenhuma novidade cinematográfica que nos levasse ao universo de Harry Potter, J.K Rowling nos presenteia com o roteiro brilhante do spin-off  "Animais Fantásticos e Onde Habitam". Os fãs do mundo mágico criado pela escritora, esperaram ansiosamente pela estreia da nova franquia, que se passa anos antes das aventuras do "indesejável nro 1" em Hogwarts.

  Imagem: reprodução filme


O longa é uma grata surpresa. Nos trazendo uma outra nuance do mundo bruxo, estávamos acostumados com Londres e um Ministério da Magia mais acessível, já em New York dos anos 20, sem mencionar a relação proibida entre bruxos e trouxas ( que os americanos chamam de "não- magi"). A atuação de Eddie Redmayne  como o protagonista New Scamander é de uma sutileza e intensidade que deixam a sala de cinema em silêncio e de queixo caído. 

O roteiro é baseado na história do magizoologista que chega aos EUA com uma mala misteriosa. Em um pequeno descuido um "não-magi" entra em contato com um dos animais que fugiram, infelizmente ele não saiu sozinho. A trama se estabelece na relação entre o Sr. Scamander, as Srtas. Porpetina e Queenie Goldstein e o Sr. Jacob Kowalski (o não- magi). Scamander quer recuperar e proteger os animais que fugiram, Porpetina quer leva-lo ao Ministério da Magia americano e Kowalski é levado de "gaiato" por ser alguém confiável e pelo qual todos desenvolvem certo apego.

"Animais Fantásticos e Onde Habitam" iniciou sua própria franquia e chegou mostrando a que veio com histórias e personagens muito bem estruturados, ganchos para mais e seu próprio Sr. das Trevas. Aos que ainda não viram é uma ótima pedida, seja para os já fãs de J.K ou para os que procuram uma nova saga para apegar-se.

Reprodução site Seja Cult




Solange Flores, acadêmica do 8º semestre de Jornalismo na Universidade Feevale

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Entrevista com Glaucius Oliveira


  Imagem: Divulgação
O repórter cinematográfico da RBS TV, Glaucius Oliveira nos conta um pouco das experiências que teve nesses mais de 20 anos de profissão. Glaucius é formado em jornalismo pela Universidade Feevale e já produziu diversas reportagens que foram veiculadas no Jornal Nacional e no Fantástico. Confira!

Como foi tua entrada no mercado de trabalho como repórter cinematográfico?
Comecei a atuar como repórter cinematográfico já faz mais de 20 anos. Mas, durante todo esse período tiveram umas diferenças: quando eu tinha 10 anos de profissão eu resolvi fazer a minha graduação, vim pra Feevale e me formei em jornalismo aqui e depois retornei ao mercado. Agora faz mais de seis anos que estou de volta e voltei a trabalhar em emissora de TV.

Nesse período, como tu avalia a evolução da profissão do repórter cinematográfico?
Eu sou uma prova viva dessa mudança e desse novo jeito de fazer jornalismo através do repórter cinematográfico. A tendência do jornalismo é ficar cada vez mais próximo da população, do telespectador. Com essa mudança, os veículos de comunicação começaram a investir mais nesses profissionais da imagem, a televisão começou a investir mais nisso. Com a minha graduação, fiquei apto a participar de coisas que antes nas emissoras, eu não tinha acesso. Hoje a RBS TV me contratou porque eu sou formado em jornalismo, esse era um pré-requisito, a vaga era para um jornalista que fosse cinegrafista. Mas, também tem um outro viés: melhora a qualificação, melhora o salário. Então, a partir daí tu tem acesso a coisas que não tinha antes, por exemplo, as vezes eu saio para gravar uma reportagem sozinho — eu só não gravo o boletim do repórter, mas trago as informações e fecho o texto, se tiver que fechar. Mas claro que ainda continua sendo uma equipe: o repórter, o cinegrafista — no mínimo duas pessoas, mas a tendência é mudar aos poucos. A RBS TV viu isso e está apostando nesse viés de contratar jornalistas que queiram ficar atrás das lentes.

Qual a importância do repórter cinematográfico na construção da reportagem?
Com esse novo formato, o olhar dele é próximo e ao mesmo tempo igual ao do repórter que aparece no vídeo. A equipe é bem coesa — dois profissionais — e isso facilitou porque o repórter do vídeo pergunta bastante a nossa opinião, porque ele sabe que o cara que está com ele tem formação, conversa mais sobre o texto, o boletim, as imagens. Por outro lado, eu como cinegrafista, falo para ele: Fiz tal imagem, quem sabe você fala disso e mostra também aquela outra imagem.  Hoje saímos para gravar pensando como aquilo vai impactar as pessoas que estão em casa. As vezes não é fácil, porque nos deparamos com situações que não são comuns, mas tentamos fazer um produto diferenciado.

Teve alguma reportagem que você não esquece?
É difícil destacar uma depois de 20 anos. Mas foram vários momentos interessantes. O interessante do jornalismo é que não tem rotina, cada dia que saímos para uma reportagem é uma coisa diferente. Mas, assim, para me lembrar de um específico é difícil. Temos por exemplo, reportagens que foram para o Fantástico, Jornal Nacional e, para mim, uma que impactou bastante foi sobre o caso de um advogado em Passo Fundo que estava desviando dinheiro de pessoas que compravam telefones. Essa reportagem causou um impacto tão grande que começamos a perder a noção. Quando o veículo de comunicação tem um impacto grande em uma reportagem, as pessoas começam a te falar sobre aquele assunto. E esse assunto me deixou bem feliz porque comecei a trabalhar com o Jonas Campos e assim, tive a oportunidade de fazer coisas que eu não tinha feito até então. Ele é experiente e aprendemos muito um com o outro.

Em relação a profissionais da área, tem alguém que você admira pelo trabalho?
Tem vários, mas tem um que admiro que é o Paulo Zero, da Rede Globo. Para mim é um profissional que dispensa comentários. O estilo dele me impacta muito porque ele não faz uma imagem só por fazer. Ele está há muitos anos na empresa, hoje é responsável pela imagem da Rede Globo, em tudo que tem imagem ele está envolvido. Ele é impressionante pelo conteúdo que ele tem, pelas reportagens que já fez. É um exemplo.

E como você faz para buscar atualizações na profissão?
A todo o momento temos que buscar soluções. Estou sempre pesquisando e assistindo todos os telejornais que posso, até em outras línguas, para ver o que outros caras estão fazendo. E, além disso, na Rede Globo, temos acesso a um treinamento anual, encontro com profissionais como Paulo Zero e falamos sobre o dia a dia e as mudanças. A troca de experiências é muito importante.

Assista a entrevista na íntegra: https://www.youtube.com/watch?v=NEaTTa0oLMg

Solange Neitzke, acadêmica de jornalismo.

Crítica do filme Pets – A vida secreta dos bichos

Foto: Divulgação
As animações estão sendo sucessos de bilheterias neste ano, o filme Zootopia, já tinha superado todas as expectativas chegando perto de Capitão América – Guerra Civil, como maior arrecadadora nos cinemas. Agora Pets, está atingindo um patamar entre as grandes produções do ano também, tendo ficado por 3 semanas consecutivas como top de bilheteria no Brasil.
Pets é um filme que conta como é a vida dos nossos bichinhos de estimação quando não estamos em casa. O enredo gira entorno de Max um cãozinho que vê seu lugar de animal de estimação preferido ameaçado, com a chegada de Duck. Tentando se livrar de seu rival, os dois acabam se metendo em inúmeras confusões pela cidade de Nova York.
O filme é divertido, com um humor leve, perfeito para olhar com a família e dar boas risadas. A trama (muito parecida com Toy Story inclusive) tem alguns momentos repetitivos de roteiro, dando a sensação de um dejavú no meio do filme, mas mesmo esse pequeno detalhe, não atrapalha a experiência divertida e porquê não relaxante. O filme é engraçado, com o bom ritmo, e bons alívios cômicos, explicando o motivo de ter se mantido no topo das bilheterias por três semanas.

Edson Belau da Luz, 4º semestre de Publicidade e Propaganda.

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Crítica do filme – Ben-Hur

Foto: Divulgação do Filme

Ben-Hur conta a história épica de Judah Ben-Hur e sua trajetória após ter sido traído por seu irmão adotivo Messala.
Sem comparações entre o clássico de 1959 e a nova versão de 2016, pois histórias são recontadas de tempos em tempos, e Ben-Hur precisava de uma versão para os mais novos. Embora o filme tenha alguns furos de roteiro, como o motivo da traição de Messala, transforma um clássico numa história superficial. O filme tem alguns momentos que são realmente impressionantes, como a cena em que o barco afunda, ou até mesmo a corrida de bigas. Jack Huston (Ben-Hur), entrega uma boa atuação, embora para querer ser um herói de um épico ele deixa a desejar em alguns aspectos. Enquanto Toby Kebbell (Messala), entrega uma bela atuação, sendo realmente ameaçador em alguns momentos. Rodrigo Santoro (Jesus), representa muito bem a levada brasileira que está tentando “dominar” Hollywood, entregando um belo Jesus embora apareça pouco tempo do filme.
Enfim Ben-Hur é um belo filme, mas está muito longe de ser um épico, que será lembrado daqui a 20 anos, ele não chegara nem a 10 anos, pois quando se sai do cinema já esquece o que aconteceu. Hollywood está tão acostumado em pasteurizar todos os seus filmes, que não acredito que teremos um épico tão cedo.

Edson Belau Da Luz, acadêmico do 5º semestre de Publicidade e Propaganda