Confira a
entrevista com a Relações Públicas Chayene Triches, que é responsável pelo
setor de marketing da empresa LRB Química.
- Qual o papel de uma pessoa
responsável pelo setor de marketing?
O responsável pelo
setor de marketing tem como objetivo trabalhar os públicos internos e externos
da organização, de forma que possa fortificar a imagem da empresa perante esses
públicos. Utilizando ações e estratégias comunicacionais que foquem nessa
promoção. Então, faremos, por exemplo, o processo de branding da empresa, de
fortalecimento de marca, criar um vínculo de relacionamento com os diversos
públicos, coordenar a mídia, verificar como e onde vai veicular tua marca,
criando estratégias junto ao setor comercial para efetivar a venda do produto.
Todas as questões que falamos relacionadas aos quatro “P’s” do marketing é que
tu vai se tornar responsável: promoção, praça, preço e produto. É basicamente
isso que eu faço hoje.
- Como é a tua rotina na empresa
hoje?
Como a tecnologia está
hoje, a gente acaba tendo a primeira rotina é verificar as mídias sociais, os
canais que os clientes estão entrando em contato contigo. A primeira coisa que
temos que priorizar é o cliente, então verificamos o que podemos fazer para
auxiliá-lo, se temos que passar para algum outro setor, se temos que responder
ou gerenciar alguma crise. E depois, vem por demanda de urgência. Dentro do
setor de marketing aqui da empresa começamos um trabalho bem forte de relacionamento
com a comunidade. Porque eu acredito como profissional, que a gente começa em
um raio, primeiro dentro da empresa, depois o que está ao redor e depois
expandimos. Começamos um trabalho nas escolas do bairro e outras entidades
fazendo alguns projetos, essa é prioridade depois dos clientes.
- Como funciona o processo de
gerenciamento de crise?
Não estou há muito
tempo aqui na empresa, então não precisei gerenciar nenhuma crise. Mas já
gerenciei outras, trabalhei como Relações Públicas de um parque e acabou
pegando fogo em um local do parque. Aí tive que gerenciar com os jornalistas,
as vezes o que acontece não é o que divulgam e o cliente reclama porque ele tem
razão. Então, esse tipo de crise é mais difícil de gerenciar. Primeiro deve-se
averiguar o que de fato aconteceu, escrever releases e mandar para todas as
mídias para dizer o que realmente aconteceu, e dizer que estávamos prestando
suporte. Todo o público envolvido ele precisa ser atendido da melhor forma
possível, fazendo com que as pessoas se sintam acolhidas, porque quando
acontece algo de ruim a primeira coisa que a gente quer é um abraço, então essa
é a melhor forma de gerenciar uma crise.
- Como é o trabalho de um Relações
Públicas na produção de eventos?
Hoje tem muito
profissional de Relações Públicas de alta competência trabalhando com produção
de eventos. Eu já trabalhei 3 ou 4 anos de experiência nesse ramo, trabalhando
com cerimonial e protocolo de eventos organizacionais e governamentais. Já
trabalhei com cerimonial de evento do governo, que é altamente difícil de
fazer, tem que ter uma experiência bem grande no ramo para entender a ordem de
procedência e é uma das experiências que eu levo para mim, porque o que
acontece ali é muito dinâmico. Eu sempre digo que o profissional de Relações
Públicas organiza um evento para minimizar o erro, porque sempre sabemos que no
dia vai acontecer alguma coisa. Sempre trabalha prevendo as coisas que podem
acontecer, como ministrante não vir, perder o vôo, chover dentro do local, pode
acontecer várias coisas, então o RP trabalha muito com planejamento.
- Tem alguma experiência profissional
que te marcou?
Sim. Trabalhei como
Relações Públicas da Florybal Chocolates em Gramado, e acho que foi um dos
períodos que eu mais cresci profissionalmente. Eu participei de todo o processo
de branding da marca, foi feita uma reformulação do logotipo. E o diretor da
empresa tinha um amor pela marca, ele não queria mudar. Então, executei
pesquisas, fiz um planejamento, mostrei estatísticas, dados e a partir daí, juntamente
com uma agência fizemos todo o processo desse novo logo. E no dia do lançamento
do novo logo o diretor disse: “Era exatamente isso que eu queria”. Então acho
que foi um processo que eu consegui fazer boa parte disso, e por isso foi um
processo bem marcante. Esse foi um dos lugares que eu mais aprendi.
Solange Neitzke, acadêmica do 6º semestre de Jornalismo na Universidade Feevale
Solange Neitzke, acadêmica do 6º semestre de Jornalismo na Universidade Feevale
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