terça-feira, 30 de agosto de 2016

Quer saber mais sobre a profissão de Relações Públicas?!

Confira a entrevista com a Relações Públicas Chayene Triches, que é responsável pelo setor de marketing da empresa LRB Química.

- Qual o papel de uma pessoa responsável pelo setor de marketing?
O responsável pelo setor de marketing tem como objetivo trabalhar os públicos internos e externos da organização, de forma que possa fortificar a imagem da empresa perante esses públicos. Utilizando ações e estratégias comunicacionais que foquem nessa promoção. Então, faremos, por exemplo, o processo de branding da empresa, de fortalecimento de marca, criar um vínculo de relacionamento com os diversos públicos, coordenar a mídia, verificar como e onde vai veicular tua marca, criando estratégias junto ao setor comercial para efetivar a venda do produto. Todas as questões que falamos relacionadas aos quatro “P’s” do marketing é que tu vai se tornar responsável: promoção, praça, preço e produto. É basicamente isso que eu faço hoje.

- Como é a tua rotina na empresa hoje?
Como a tecnologia está hoje, a gente acaba tendo a primeira rotina é verificar as mídias sociais, os canais que os clientes estão entrando em contato contigo. A primeira coisa que temos que priorizar é o cliente, então verificamos o que podemos fazer para auxiliá-lo, se temos que passar para algum outro setor, se temos que responder ou gerenciar alguma crise. E depois, vem por demanda de urgência. Dentro do setor de marketing aqui da empresa começamos um trabalho bem forte de relacionamento com a comunidade. Porque eu acredito como profissional, que a gente começa em um raio, primeiro dentro da empresa, depois o que está ao redor e depois expandimos. Começamos um trabalho nas escolas do bairro e outras entidades fazendo alguns projetos, essa é prioridade depois dos clientes.

- Como funciona o processo de gerenciamento de crise?
Não estou há muito tempo aqui na empresa, então não precisei gerenciar nenhuma crise. Mas já gerenciei outras, trabalhei como Relações Públicas de um parque e acabou pegando fogo em um local do parque. Aí tive que gerenciar com os jornalistas, as vezes o que acontece não é o que divulgam e o cliente reclama porque ele tem razão. Então, esse tipo de crise é mais difícil de gerenciar. Primeiro deve-se averiguar o que de fato aconteceu, escrever releases e mandar para todas as mídias para dizer o que realmente aconteceu, e dizer que estávamos prestando suporte. Todo o público envolvido ele precisa ser atendido da melhor forma possível, fazendo com que as pessoas se sintam acolhidas, porque quando acontece algo de ruim a primeira coisa que a gente quer é um abraço, então essa é a melhor forma de gerenciar uma crise.

- Como é o trabalho de um Relações Públicas na produção de eventos?
Hoje tem muito profissional de Relações Públicas de alta competência trabalhando com produção de eventos. Eu já trabalhei 3 ou 4 anos de experiência nesse ramo, trabalhando com cerimonial e protocolo de eventos organizacionais e governamentais. Já trabalhei com cerimonial de evento do governo, que é altamente difícil de fazer, tem que ter uma experiência bem grande no ramo para entender a ordem de procedência e é uma das experiências que eu levo para mim, porque o que acontece ali é muito dinâmico. Eu sempre digo que o profissional de Relações Públicas organiza um evento para minimizar o erro, porque sempre sabemos que no dia vai acontecer alguma coisa. Sempre trabalha prevendo as coisas que podem acontecer, como ministrante não vir, perder o vôo, chover dentro do local, pode acontecer várias coisas, então o RP trabalha muito com planejamento.

- Tem alguma experiência profissional que te marcou?

Sim. Trabalhei como Relações Públicas da Florybal Chocolates em Gramado, e acho que foi um dos períodos que eu mais cresci profissionalmente. Eu participei de todo o processo de branding da marca, foi feita uma reformulação do logotipo. E o diretor da empresa tinha um amor pela marca, ele não queria mudar. Então, executei pesquisas, fiz um planejamento, mostrei estatísticas, dados e a partir daí, juntamente com uma agência fizemos todo o processo desse novo logo. E no dia do lançamento do novo logo o diretor disse: “Era exatamente isso que eu queria”. Então acho que foi um processo que eu consegui fazer boa parte disso, e por isso foi um processo bem marcante. Esse foi um dos lugares que eu mais aprendi.

Solange Neitzke, acadêmica do 6º semestre de Jornalismo na Universidade Feevale 

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