sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Crítica sobre o filme Esquadrão Suicida

Filmes de Super-Heróis geralmente arrebentam nas bilheterias, mas quando um filme do porte de Batman vs Superman vai relativamente mal, indo bem abaixo das expectativas tanto de produtores quanto de fãs, acaba respingando em outros longas da Produtora. O maior exemplo disso é Esquadrão Suicida, um filme que sofreu com o baixo rendimento de Batman vs Superman, tendo que refazer algumas cenas, para deixar o filme com um tom que “agrade” mais o público. O que teve um efeito reverso, pois deixou o filme sem identidade nenhuma.
O início do filme talvez foi o que menos sofreu com essas modificações, mas mesmo assim não tem ritmo o suficiente para criar um vínculo entre espectador e personagem, é tão frenético que simplesmente não se dá bola para mais da metade do esquadrão. Pistoleiro (Will Smith) e Arlequina (Margot Robbie), conseguem de alguma maneira salvar o filme, sendo realmente relevante e criando um apego.
O Coringa sofre do problema que está virando recorrente nos filmes de heróis da Warner, ele não tem tempo, sua apresentação é apressada, suas cenas não possuem nexo, e não conseguimos entender o novo estilo do Coringa proposto por Jared Leto.
O restante do filme chega a ser mais corrido que o início, o vilão não parece ameaçador, inclusive está mais para um vilão dos filmes da Disney (Aprendiz de Feiticeiro por exemplo), não entende-se a real motivação dele. O método como se acaba com a ameaça é igualmente sem noção como o seu aparecimento.


Com isso Esquadrão Suicida prova a todos que tem uma excelente equipe de marketing e uma equipe não tão eficiente de montagem. Tornando um dos filmes mais esperados do ano, um real desastre.
Edson Da Luz, acadêmico do 5º semestre de Publicidade e Propaganda na Universidade Feevale.  

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