segunda-feira, 5 de setembro de 2016

INTERCAMBISTAS NA FEEVALE: Da Espanha ao Rio Grande do Sul
                                                          Foto: Édson da Luz

 As acadêmicas de jornalismo Ana Vera Barragán e Raquel Gómez Andrade deixaram a Universidade de Sevilla, na Espanha, para se aventurar um semestre na Universidade Feevale. Tendo desembarcado em solo gaúcho no dia 19 de julho, as intercambistas vão permanecer no país até dezembro, quando voltam para casa.
Fotos: Edson Belau Da Luz

Foram vários os motivos que as levaram a optar por passar um semestre no Brasil. Um dos principais fatores que mais pesou para a decisão foram as indicações sobre o país. “Eu tenho três amigos que já vieram aqui e indicaram. Falaram muito bem e que deveríamos, sem dúvida, vir aqui também”, conta Raquel. 

Indispensável numa viagem de estudos, conhecer o lugar para qual você está indo é fundamental. Porém, nem sempre o que lemos na internet vai de acordo com o que imaginamos ou presenciamos. Foi o que aconteceu com Ana e Raquel, que, mesmo buscando informações, encontraram algumas surpresas. “Sobretudo com o Rio Grande do Sul. Acabamos de chegar do Rio de Janeiro e esse sim era o que mais esperávamos, mas o Rio Grande do Sul é totalmente diferente”, conta Ana.

Morar em Porto Alegre, mais precisamente na Cidade Baixa, possibilitou que as duas pudessem viver melhor a imersão cultural que o intercâmbio fornece. Uma delas é a possibilidade de conhecer a vida na capital e compará-la, não só com Novo Hamburgo, quando vêm para as aulas na Feevale, mas também com a Espanha. Elemento que chamou a atenção das acadêmicas de jornalismo foi a desigualdade social, que se reflete, sobretudo, no grande número de moradores de rua. 
Com aula três vezes por semana, o uso transporte coletivo se tornou parte da rotina das duas estudantes internacionais. Apesar do atraso constante dos ônibus, o preço é um pouco menor do que elas pagam em Sevilla. O que também as chamou a atenção foi a passagem da Trensurb. “É muito barato. Pagar R$1,70 de Porto Alegre para Novo Hamburgo é muito bom”, conta Ana.
Conhecida na Espanha, a culinária brasileira foi algo que elas não demoraram para experimentar. Mesmo com opções semelhantes em sua cidade natal, nada substitui a original e no que diz respeito às expectativas, elas parecem ter sido cumpridas. “Teve o churrasco, pão de queijo, caipirinha...”, lista Ana.
Tendo retornado da capital carioca há poucos dias, as espanholas já traçam os destinos das próximas viagens. “Nós ainda queremos conhecer Gramado, Canela, Florianópolis e Foz do Iguaçu”, conta Ana, que pretendia carimbar o passaporte em outros países da América Latina, como Chile, mas que os altos custos a fizeram mudar de ideia.
Mesmo com algumas diferenças entre Brasil e Espanha, nem todas surpreendem Raquel, que conta ter conhecido uma gaúcha em Sevilla. “Ela era de Porto Alegre e foi até lá para um intercâmbio de estudos”. O que ainda a surpreendeu, não só a ela, mas Ana, inclusive, foi o carinho dos brasileiros. “Nos demos conta que as pessoas aqui são muito mais amáveis, simpáticas e boas. Muitíssimo mais”, finaliza.
Gustavo Fritzen, acadêmico do 8º semestre de jornalismo da Universidade Feevale.

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