INTERCAMBISTAS NA FEEVALE: Da Espanha ao Rio Grande do Sul
Foto: Édson da Luz
Fotos: Edson Belau Da Luz
Foram vários os motivos que as levaram a optar por passar um semestre no
Brasil. Um dos principais fatores que mais pesou para a decisão foram as
indicações sobre o país. “Eu tenho três amigos que já vieram aqui e indicaram.
Falaram muito bem e que deveríamos, sem dúvida, vir aqui também”, conta
Raquel.
Indispensável numa viagem de estudos, conhecer o lugar para qual você está
indo é fundamental. Porém, nem sempre o que lemos na internet vai de acordo com
o que imaginamos ou presenciamos. Foi o que aconteceu com Ana e Raquel, que,
mesmo buscando informações, encontraram algumas surpresas. “Sobretudo com o Rio
Grande do Sul. Acabamos de chegar do Rio de Janeiro e esse sim era o que mais
esperávamos, mas o Rio Grande do Sul é totalmente diferente”, conta Ana.
Morar em Porto Alegre, mais precisamente na Cidade Baixa, possibilitou
que as duas pudessem viver melhor a imersão cultural que o intercâmbio fornece.
Uma delas é a possibilidade de conhecer a vida na capital e compará-la, não só
com Novo Hamburgo, quando vêm para as aulas na Feevale, mas também com a
Espanha. Elemento que chamou a atenção das acadêmicas de jornalismo foi a
desigualdade social, que se reflete, sobretudo, no grande número de moradores
de rua.
Com aula três vezes por semana, o uso transporte coletivo se tornou
parte da rotina das duas estudantes internacionais. Apesar do atraso constante
dos ônibus, o preço é um pouco menor do que elas pagam em Sevilla. O que também
as chamou a atenção foi a passagem da Trensurb. “É muito barato. Pagar R$1,70
de Porto Alegre para Novo Hamburgo é muito bom”, conta Ana.
Conhecida na Espanha, a culinária brasileira foi algo que elas não
demoraram para experimentar. Mesmo com opções semelhantes em sua cidade natal,
nada substitui a original e no que diz respeito às expectativas, elas parecem
ter sido cumpridas. “Teve o churrasco, pão de queijo, caipirinha...”, lista
Ana.
Tendo retornado da capital carioca há poucos dias, as espanholas já
traçam os destinos das próximas viagens. “Nós ainda queremos conhecer Gramado,
Canela, Florianópolis e Foz do Iguaçu”, conta Ana, que pretendia carimbar o
passaporte em outros países da América Latina, como Chile, mas que os altos
custos a fizeram mudar de ideia.
Mesmo com algumas diferenças entre Brasil e Espanha, nem todas
surpreendem Raquel, que conta ter conhecido uma gaúcha em Sevilla. “Ela era de
Porto Alegre e foi até lá para um intercâmbio de estudos”. O que ainda a
surpreendeu, não só a ela, mas Ana, inclusive, foi o carinho dos brasileiros.
“Nos demos conta que as pessoas aqui são muito mais amáveis, simpáticas e boas.
Muitíssimo mais”, finaliza.
Gustavo Fritzen, acadêmico do 8º semestre de jornalismo da Universidade
Feevale.
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