Paulo Inchauspe tem 42 anos, nasceu em Rivera, no Uruguai, e foi criado no Rio Grande do Sul. É músico, comunicador da Rádio Pop Rock e âncora do programa Cafezinho, e bateu um papo com o Refúgio da Foca sobre sua carreira, a nova onda das rádios online, dificuldades de impor o sistema digital no país e os futuros voos da Pop Rock.
Há quanto tempo você atua no rádio? E há quanto tempo você está na Pop Rock?
Cara, há mais ou menos uns 15 anos. Eu entrei na Pop Rock como estagiário e fui o primeiro produtor do cafezinho. Também gravava o cafezinho em vídeo, editava e levava pra NET, que naquela época o programa passava no canal 20 da NET. Então eu comecei ali, depois comecei a fazer locução. Na verdade, a primeira rádio da Pop Rock foi a rede em Santa Maria, fiquei lá dois anos depois voltei a Porto Alegre para coordenar uma rede que a gente expandiu e virou Santa Maria, Passo Fundo, Caxias, Cruz Alta, Bagé e Carazinho, e aí fiquei por aqui mesmo, fiquei trabalhando aqui direto.
Há quanto tempo você atua no rádio? E há quanto tempo você está na Pop Rock?
Cara, há mais ou menos uns 15 anos. Eu entrei na Pop Rock como estagiário e fui o primeiro produtor do cafezinho. Também gravava o cafezinho em vídeo, editava e levava pra NET, que naquela época o programa passava no canal 20 da NET. Então eu comecei ali, depois comecei a fazer locução. Na verdade, a primeira rádio da Pop Rock foi a rede em Santa Maria, fiquei lá dois anos depois voltei a Porto Alegre para coordenar uma rede que a gente expandiu e virou Santa Maria, Passo Fundo, Caxias, Cruz Alta, Bagé e Carazinho, e aí fiquei por aqui mesmo, fiquei trabalhando aqui direto.
Isso em que ano?
Isso tudo de 1997 pra cá. Eu já fiz quase tudo, só não desmontei o transmissor ainda porque não deu. Fui pra lá logo depois que a rádio começou e estou lá até hoje.
Isso tudo de 1997 pra cá. Eu já fiz quase tudo, só não desmontei o transmissor ainda porque não deu. Fui pra lá logo depois que a rádio começou e estou lá até hoje.
Como é o teu dia a dia na rádio? O que você faz atualmente?
Esporadicamente eu faço a Máquina do Cafezinho, na verdade, venho fazendo mais o horário das nove ao meio-dia. Faço o Cafezinho, e à tarde está mais liberado, estou estudando música, sempre estudei, na verdade, também sou músico. Então às tardes eu tenho estudado e dado aulas de música. Meu horário na Pop Rock está das 9 na manhã à uma da tarde.
Esporadicamente eu faço a Máquina do Cafezinho, na verdade, venho fazendo mais o horário das nove ao meio-dia. Faço o Cafezinho, e à tarde está mais liberado, estou estudando música, sempre estudei, na verdade, também sou músico. Então às tardes eu tenho estudado e dado aulas de música. Meu horário na Pop Rock está das 9 na manhã à uma da tarde.
Você está na banda Benjamin, não é?
Isso. Eu, o Luciano (Leindecker) e o Caio (Girardi).
Isso. Eu, o Luciano (Leindecker) e o Caio (Girardi).
Desde quando a rádio vem funcionando de forma online?
Faz pouco tempo, uns dois ou três anos. A gente ainda não conseguiu formatar uma programação para a online que possa ser realmente competitiva no mundo de rádios online. Hoje a gente transmite a mesma Pop Rock que está no ar e não pode ser essa mesma coisa, tem que ser diferente. Então a gente tem uma ideia, um projeto de fazer uma coisa online que as pessoas realmente se conectem e tenham um conteúdo mais informativo e com músicas um pouco diferenciadas, num formato um pouco diferente do formato que hoje a gente faz na rádio convencional. Não conseguimos ainda executar, mas está perto, está no papel...
Faz pouco tempo, uns dois ou três anos. A gente ainda não conseguiu formatar uma programação para a online que possa ser realmente competitiva no mundo de rádios online. Hoje a gente transmite a mesma Pop Rock que está no ar e não pode ser essa mesma coisa, tem que ser diferente. Então a gente tem uma ideia, um projeto de fazer uma coisa online que as pessoas realmente se conectem e tenham um conteúdo mais informativo e com músicas um pouco diferenciadas, num formato um pouco diferente do formato que hoje a gente faz na rádio convencional. Não conseguimos ainda executar, mas está perto, está no papel...
Hoje em dia se tornou prático acessar a rádio de forma online, mas ao mesmo tempo em que se tornou prático você acaba fazendo rádio para pouca gente na web porque, em primeiro lugar, são muitas possibilidades e, em segundo lugar, as pessoas não estão mais ouvindo as mesmas coisas. Então segmentou demais, está tudo muito espaçado. Tem pessoas que ouvem rádios que tocam determinado tipo de música e ninguém fala nada, tem pessoas que ouvem rádios randômicas que tocam tudo, tem pessoas que ouvem rádio que não tocam música, quer dizer, ficou realmente muito diversificado. A internet te dá isso. Então pra fazer uma rádio que tenha um diferencial, eu acredito, nesse meu pouco tempo de contato com rádio online, que você tem que realmente oferecer um conteúdo que a pessoa clique ali e não saia mais, pelo menos fique o maior tempo possível conectado, até porque isso te viabiliza fidelidade, que é uma coisa que é difícil hoje em dia.
A internet oferece muitas opções, não é?
É muita coisa. E está muito difícil ter ouvintes fiéis hoje na rádio web, é uma minoria que você tem. Eu estava fazendo essa análise nessa semana que passou. Estava vendo quantos amigos tenho no Facebook e quantos seguidores tenho no Twitter, se hoje eu fizesse uma rádio online eu teria, no mínimo, 500 pessoas conectadas. Só eu, colocando as coisas que acho que tenho que tocar numa linha editorial minha, e é uma coisa que eu acho que pode ser interessante. Não fiz ainda porque sei que isso vai acabar concorrendo com o meu trabalho, né? Mas é uma coisa que pode ser feita. Qualquer um pode fazer uma rádio online, com um valor baixo e ter a possibilidade de veicular o que quiser, que daí torna o lance muito mais “personal” e, ao mesmo tempo, se você for um cara que consegue agradar muita gente, ter uma fidelidade maior, que é o grande lance.
E você acha que a resposta do público vem sendo maior com a rádio online?
Não, eu acho que o público hoje não interage mais. Acho que o público hoje pode até interagir via Twitter, via Facebook, mas ao mesmo tempo em que isso acontece, se um cara não gostou de 30 segundos ele já desconecta e vai pra outro lugar. Ele não perde mais tempo reivindicando, porque tem o que ele quer, tu tem a função de encontrar. Então se tornou diferente essa relação.
Mas você acha que futuramente a rádio online pode substituir a rádio convencional?
Tem aí o rádio digital que estão tentando colocar no ar há um tempão já só que como ainda não tem um receptor, não é barato um receptor de rádio digital. Na verdade, a rádio digital hoje é a rádio online, só que em qualquer lugar. Cada concessão de rádio digital vai poder ter mais quatro derivadas dela. Então eu acho que quando o rádio digital for colocado em prática talvez a rádio online tenha que encontrar outro espaço que nem ela encontrou ainda, mas ela vai ter que encontrar outra forma de competir com isso. Hoje, eu acho que a rádio online consegue em várias situações competir muito bem com a rádio convencional, muito bem mesmo. Há pessoas que vivem hoje de rádios online, rádios indoor, por exemplo, que é um outro processo bem interessante no qual vários clientes, vários anunciantes tem, os caras vão lá, por exemplo, se são clientes que têm um fluxo de pessoas muito intenso no seu estabelecimento, os caras criam uma rádio indoor. O que é uma rádio indoor? Programa uma rádio só com comerciais de tal cliente, não vai ter nenhuma concorrência dentro do estabelecimento dele e só vai tocar aquilo que ele estabeleceu. Então, quer dizer, também é um outro modelo de negócio. Então eu acho que depois que o rádio digital entrar, se é que vai entrar, eu acho que daí as rádios online talvez tenham que rever um outro caminho, uma outra forma, mas eu acho que por enquanto algumas delas conseguem competir muito bem.
A rádio digital ainda está em fase de testes, não é?
É, a Rádio Gaúcha já tinha tentando colocar, mas não deu. Ela já tem transmissor digital, mas isso não é simples, se tu não tem receptor digital não adianta nada. Aí tu transmite, mas não tem quem receba ainda.
O que você pode nos falar sobre os novos planos pra PopRock? Essa nova fase do Cafezinho, com o Eron Dal Molin voltando pra rádio...
Eu acho que todos os programas de talk têm um tempo em que a fórmula cansa, ela sofre um desgaste. É difícil fazer um programa idiota, engraçado e inteligente ao mesmo tempo. Eu sempre acreditei que a grande chave do negócio tá numa boa produção. Acho que foi bom o Eron voltar, ele é um cara espirituoso, inteligente, que tem conteúdo, é um cara que faz piada com o cotidiano, que é uma coisa importante. Uma coisa é ter um texto pronto de uma piada e tu ler esse texto, outra coisa é tu fazer piada com coisas do teu dia a dia, tu abrir o jornal e fazer uma piada com uma coisa dali. Acho que o Eron tem muito disso, ele consegue arrumar as coisas dessa forma. Eu acho legal isso.
Acho que tem tudo pra ficar bem de novo, vai demorar um pouco até porque as pessoas estão ouvindo outras coisas, o próprio Pretinho Básico, o Pânico, enfim, e é preciso fazer uma reformulação visual da coisa, é preciso fazer campanhas e essas coisas demoram algum tempo. É preciso ter paciência, muita paciência. Mas eu acho que dá.

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