O Rio Grande do Sul elegeu no último domingo seu novo governador, Tarso Genro (PT). O candidato obteve 54,35% da preferência dos gaúchos, totalizando 3.416.460 votos. Com esse resultado, Tarso Genro entra para a história do estado sendo o primeiro governador eleito no primeiro turno. Os candidatos José Fogaça (PMDB) e Yeda Crusius (PSDB) tiveram 24,73% e 18,39% dos votos válidos, respectivamente. Na disputa pela presidência, a candidata Dilma Roussef (PT) recebeu 46,90% dos votos e José Serra (PSDB), 32,61%. Esse resultado leva a eleição para segundo turno, que será realizado dia 31 de outubro. Marina Silva (PV) ficou em 3º lugar com 19,32% e conforme os partidos PT e PSDB declararam, seu apoio pode ser decisivo para os candidatos que seguem na disputa pelo Palácio do Planalto.
Na disputa pelas vagas na Câmera de Deputados, a candidata do PCdoB, Manuela D’Ávila, foi eleita com 482.590 votos (8,72%) sendo a deputada mais votada na história do Rio Grande do Sul. 31 deputados federais foram escolhidos para representar o estado no Congresso Nacional. A região Metropolitana leva sete deputados a Brasília. São eles: Alceu Moreira da Silva (PMDB), Renato Molling (PP), Ronaldo Zulke (PT), Alexandre Roso (PSB), Marco Maia (PT), Dionilso Marcon, (PT) e Luis Carlos Busato (PTB).
Já na Assembleia Legislativa, dentre os 55 deputados estaduais eleitos está o hamburguense Lucas Redecker (PSDB) como 5º candidato mais votado do Rio Grande do Sul. Além de Redecker, Luis Lauermann, Giovani Feltes, Ana Affonso, João Fischer e Nelson da Silva vão representar a região do Vale dos Sinos na Assembleia.
No senado a novidade é Ana Amélia Lemos (PP), eleita com 3,4 milhões de votos. A outra vaga de senador ficou com Paulo Paim (PT), reeleito com 3,8 milhões de votos.
Atuando como mesária nessas eleições pude perceber que muitas pessoas, principalmente as idosas, tiveram dificuldades na hora de votar. Apesar de a urna eletrônica ser usada desde 1996, alguns eleitores não sabem como operá-la. Além disso, a escolha de seis candidatos acabou gerando confusão para muitos eleitores, até mesmo para os que levaram a “colinha”. A eleitora Marta de Souza, 53 anos, diz que “o que mais dificultou o voto foi a escolha dos senadores. Muita gente não sabia que neste ano escolheríamos dois candidatos para o cargo.” Foram muitos os casos onde os eleitores acabaram decidindo seu segundo voto para senador em frente as urnas.
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