quinta-feira, 22 de março de 2012

Lembra da Polaroid?




A Polaroid Corporation foi fundada em 1937 pelo físico americano Edwin Land, mas só em 1947 que a câmera de revelação instantânea foi criada.
Em 2008, a Polaroid anunciou que iria descontinuar a produção de filmes instantâneos da marca, principalmente pelo custo-benefício que já não se mostrava vantajoso em comparação às câmeras digitais.

O futuro é analógico        

Não querendo que isso acabasse, Florian Kaps, empresário e artista suéco, comprou a última instalação de produção de filmes instantâneos da Polaroid, na Holanda. Mais tarde, em um evento de encerramento, Kaps conheceu Andre Bosnam, que era engenheiro de produção da Polaroid. Os dois, junto com Marwan Saba, formaram uma parceria e deram vida ao Impossible Project (http://the-impossible-project.com/). Marlene Kelnreiter, relações públicas do projeto, diz que o principal motivo dessa ideia foi a paixão pela fotografia, mas também o conhecimento de que a demanda por filmes instantâneos está crescendo no mundo todo. “Tem 300 milhões de câmeras Polaroid por aí e as pessoas amam usá-las, principalmente nessa nossa vida digital”, revela. Junto disso, eles também enxergaram uma grande oportunidade de negócio, porque esse estilo analógico de viver está ganhando mais e mais valor.

A origem do nome vem do fato de que, na época, a ideia era praticamente impossível. Quando a Polaroid encerrou sua produção, tanto o mecanismo utilizado como a gama de cores foram perdidos. Foi preciso reinventar um novo sistema de fotografia instantânea.      

O objetivo do projeto não é recriar o filme Polaroid. Mas, com a ajuda de parceiros, desenvolver um novo produto, com novas características e melhores componentes. Reinventar e recomeçar são as palavras de ordem. Eles adquiriram da Polaroid o equipamento completo de produção de filmes e reuniram a mais experiente equipe de experts nesse ramo.

E deu certo. Depois de muitos experimentos, eles conseguiram desenvolver um novo sistema, batizado de ImPossible. Em março de 2010 foi apresentada a primeira produção de filmes e, ao longo dos meses, as versões (preto e branco, colorido) só aumentavam. Marlene destaca que essa está sendo uma experiência com ideias e vários desafios pela frente, o que a torna muito mais emocionante. “É como se estivéssemos escrevendo um novo capítulo na história da fotografia”.    

Planos para o futuro? Vários. O mais ousado, talvez, seja o Camera Project, que atualmente está em fase de avaliação para ver se e como seria possível produzir uma nova câmera analógica para a primavera de 2012.
Além dos projetos, eles também oferecem um programa para estudantes. Quem cursa Fotografia, Design ou Moda estão aptos para o Impossible Education Program. Se registrando no site, você pode encomendar dez pacotes de filme instantâneo por mês, com um preço reduzido. Infelizmente, essa facilidade só é oferecida para residentes da Europa.


O Impossible Project, apesar de já ter seus três anos de vida, ainda não é totalmente conhecido. Júlia Klein, 17 anos e estudante de Fotografia disse não ter ouvido falar do projeto, mas acha a ideia ótima. “Adoraria que os filmes voltassem a ser produzidos, seria mais fácil comprá-los”, diz. Apesar de conhecer a tecnologia das câmeras Polaroid apenas pela internet, a estudante adoraria ser dona de uma. “Ela é diferente de todas as outras câmeras que conheço”, revela. 

 
Já sua colega de curso, Bruna Bersch, 17 anos, conhece o projeto e acha muito válida a volta desse filme para o mercado. “Não sei porque as pessoas deixaram de utilizá-la. É algo tão rápido e bonito”. Ela considera o processo de revelação da imagem quase uma mágica. “As cores que a Polaroid produz são únicas! Acho que se voltasse a venda de forma renovada, mas com a mesma essência “Polaroid”, poderia fazer ainda mais sucesso que as câmeras digitais”, completa.



Que tal resgatar aquela câmera antiga do fundo do baú e voltar para a época em que só se via o resultado de um clique na foto em mãos?



Sara Cerutti Müller 
Núcleo de Jornalismo

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