O brasileirão mal terminou e a mesmas perguntas de anos anteriores rondam este fim de campeonato: Houve ou não houve o tal “entrega-entrega”? Existe ou não existe a “mala-branca”? Qual é a melhor fórmula de disputa da competição: Pontos corridos ou mata-mata?Essas perguntas existem há muito tempo no futebol brasileiro, mas começaram a aparecer com maior freqüência desde 2003, quando pela primeira vez a fórmula de pontos corridos foram colocados em prática pela primeira vez no maior campeonato nacional de futebol. Desde lá Cruzeiro, Santos, Corinthians, São Paulo por três oportunidades, Flamengo e Fluminense levantaram a taça de campeão.
Na minha opinião, esta fórmula não premia o melhor time do país, ele premia o time mais regular, e regular, não é ser bom, é ser médio, é manter o mesmo rendimento do começo até o fim, sem poupar jogadores nas primeiras ou nas últimas rodadas. Claro, não podemos fazer comparações entre campeonatos de anos anteriores, mas, por exemplo, o time do Cruzeiro em 2003 foi campeão mineiro, campeão da copa do Brasil e campeão brasileiro, conquistou a tríplice Coroa. Já o fluminense campeão deste ano, no anterior foi quase rebaixado a serie B, na copa do Brasil caiu na segunda-fase e o que sobrou? O brasileirão, no qual se fez uma “mini pré-temporada” e entrou no brasileiro 100% fisicamente, coletivamente e mentalmente.
Tenho a sensação que o “entrega-entrega” é difícil de ocorrer, porque geralmente estes jogos têm uma visibilidade maior, todo mundo está de olho no jogo em si, e o jogador que foi mal provavelmente cai ser lembrado como o cara que “entregou” o jogo. E claro que ninguém quer ver no seu time o cara que entregou a partida.
A “mala-branca”, não sei se ela existe, se ela é branca, preta, azul, enfim não sei dizer se ela existe ou não, se ela é branca ou tem outra cor, mas de fato ela é o tem predominante da imprensa esportiva na última rodada do brasileirão, principalmente nos dois últimos anos. Já conversei com jogadores, jornalistas, amigos e a minha conclusão é que ela existe e que nela não há uma grande quantia em dinheiro. Nesta semana até o Ronaldo Fenômeno falou que tiraria do próprio bolso para que o guarani não sofresse um gol do fluminense. Há pessoas que dizem que existe uma outra mala, a “entrega-jogo”, dada para que times percam seus jogos para beneficiar o time que está jogando ou até mesmo para tirar o maior rival da disputa.
Quanto à fórmula de disputa, gosto muito das duas, até acho que a mescla desses formatos seria o melhor, como o os dois turnos sendo disputados em pontos corridos e no final, os oito ou quadro melhores faziam um octogonal ou quadrangular final. Poderia ser até o campeão do primeiro turno contra o do segundo. Mas como irá continuar a fórmula vigente, talvez seja a hora de colocar os clássicos regionais na reta final do campeonato.
Na Itália, há alguns anos atrás, a federação italiana de futebol, fez uma rigorosa investigação sobre jogos comprados, juízes manipulados, dirigentes comprando jogos, resultado todos foram punidos alguns banidos do esporte no país, a Juventus dita “tricampeã” na época, caiu para segunda divisão, o Milan com pontos negativos no campeonato. E hoje, todos os times jogam as 38 rodadas da mesma maneira, do início ao fim da competição. No Brasil, talvez seja essa a solução para que o esporte mais tradicional do país tenha mais ética, mais respeito. Precisa-se de apenas que alguém chute o “balde” primeiro, eis o primeiro passo.
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