Por enquanto, os casos se restringem ao norte do estado, mas se não houver cuidado e conscientização por parte dos cidadãos, a doença pode se alastrar.
Segundo Francisco Paz, diretor do Centro Estadual de Vigilância em Saúde, o estado tem plenas condições de realizar um controle efetivo da doença. Medidas de prevenção, de vigilância e de assistência, que estão previstas no Programa Estadual de Controle da Dengue, incluem o aumento da mobilização social, controle, busca ativa de casos e estruturação da rede de assistência nos locais onde a situação é crítica. “É importante e vital o envolvimento de toda a sociedade nas atividades de prevenção e combate”, afirmou Francisco. “Cada cidadão, cada instituição e cada município devem se empenhar no combate ao mosquito”.
Por isso, a Feevale também deve entrar no combate contra a doença. Além de um cuidado especial por parte do setor de manutenção para não acumular materiais que possam vir a ser focos do Aedes Aegypti, transmissor da dengue, a instituição abrigava, até o ano passado, um projeto de extensão onde acadêmicos de diversos cursos eram capacitados para orientar a população sobre os riscos do desenvolvimento da larva do mosquito. Munidos de crachás da Vigilância de Saúde, camisetas com o símbolo da campanha contra a doença e um mapa, os alunos percorreram os bairros da cidade, levantando dados e informando as famílias visitadas.
De acordo com Carolina Rostirolla, funcionária do setor de Relacionamento Corporativo, o projeto encerrou-se em 31 de dezembro do ano passado. “A verba era federal e Novo Hamburgo foi considerado um município não-infectado, devido à ausência de larvas do mosquito por um longo período”, afirmou. “Mas com tudo que está acontecendo em Ijuí, provavelmente o projeto voltará”.
Todos esperam que a epidemia seja contida antes de chegar no Vale dos Sinos. No entanto, somente estaremos longe da doença se tomarmos as devidas medidas preventivas:
- Não deixe a água (mesmo que limpa) parada em qualquer recipiente, seja ele uma garrafa, um pneu, prato de vasos de plantas e xaxins, bacias, lixo, copinhos e latas descartáveis;
- Lave os pratos das plantas e xaxins passando um pano ou bucha para extinguir totalmente os ovos dos mosquitos, trocando a água por areia molhada;
- Tape caixas d’água, cisternas, tambores, poços e outros depósitos que contenham água.
- Limpe as calhas e lajes das casas
- Lave bebedouros de animais e aves com uma escova ou bucha e troque a água pelo menos uma vez a cada semana;
- Guarde garrafas vazias de cabeça para baixo;
- Não guarde copos descartáveis, tampas de garrafa, latas e qualquer outro recipiente que possa acumular água – coloque-os no lixo, que deve ficar, o tempo todo, fechado.
Conheça o vilão
O mosquito da dengue é escuro e rajado de branco; menor que um pernilongo comum; pica durante o dia e se desenvolve em água parada e limpa. O período de incubação da doença é de três a sete dias após a picada. Os sintomas iniciais são inespecíficos como febre alta (superior a 40ºC), falta de apetite, mal-estar, dor de cabeça e musculares, sangramento fácil das gengivas e nariz. Mais tarde podem ocorrer hemorragias internas. Ocorre freqüentemente também hepatite e, por vezes, choque mortal devido às hemorragias abundantes em cavidades internas do corpo. Há, ainda, manchas vermelhas na pele e dores agudas das costas.
Ao sinal de qualquer sintoma, procure um médico. Se for diagnosticada a dengue, a pessoa deve ficar em repouso, beber muito líquido e só usar medicamento para aliviar as dores e a febre, mas sempre com indicação do médico. Remédios à base de ácido acetil salicílico, como, por exemplo, a aspirina e o AAS não devem ser ingeridos.
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