A adolescência é marcada por mudanças físicas e emocionais e a escolha profissional aparece como mais uma dúvida entre tantas outras. Porém, com o tempo, isso vem mudando, pois as escolas oferecem programas que envolvem os alunos concluintes, variando de testes vocacionais realizados por psicólogos ou visitas às universidades e instituições da região.O professor Ricardo Moacir Hoss, da Escola Municipal de Ensino Médio Walter Herrmann, na cidade de Lindolfo Collor, disse que, em sua opinião, a maioria dos alunos já não leva mais em consideração a questão vocacional ou o fato de poder fazer algo que no futuro faça a diferença, mas sim algo que traga maior benefício econômico individual.
Renato Fries Junior, de 17 anos, falou da questão financeira dos jovens e disse que isso pode ou não influenciar na hora de optar por uma profissão. “Se os jovens têm melhores condições sociais eles podem fazer bons cursos e pagar por universidades particulares, já aqueles que não têm condições não conseguem, mas podem dar o melhor de si estudando e correndo atrás dos seus objetivos, pois quando se deseja algo de verdade tudo é possível”, afirmou.
Segundo a Psicóloga e Mestre em Psicologia Social e Institucional, Charlotte Beatriz Spode a adolescência é um momento de passagem para a vida adulta e de reestruturação da personalidade. “É nessa fase que a maioria dos jovens deve escolher uma profissão, uma decisão muito importante. O papel do psicólogo não é o de mostrar ao jovem o caminho a seguir, mas sim facilitar o processo de escolha, ajudá-lo a encontrar o seu caminho, uma vez que a escolha é sempre do indivíduo.”
Charlotte finalizou: “A pressão de fazer uma escolha “para toda vida” deixa muitas pessoas paralisadas, por isso deve-se ter claro que projeto profissional não termina com a escolha profissional. É apenas o seu começo! A vida é dinâmica e nós nos transformamos. O importante é realizar nossas escolhas do modo mais autêntico possível.”
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